DECISÃO
Vereador de Santa Rita pode ser preso por descumprimento de medidas cautelares, decide Justiça da Paraíba

Uma decisão recente da 1ª Vara Mista da Comarca de Patos acendeu um alerta no cenário político paraibano. O vereador de Santa Rita, Alysson dos Santos Gomes, réu em ação penal que apura supostos crimes de corrupção e fraudes em licitações, poderá ter a prisão preventiva decretada caso reste confirmado o descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça.

 

Na decisão proferida em 15 de abril de 2026, o magistrado indeferiu o pedido da defesa que buscava revogar as restrições judiciais, entendendo que permanecem presentes os requisitos para sua manutenção, sobretudo diante da gravidade concreta dos fatos investigados e do risco de reiteração delitiva .

 

O ponto mais sensível do caso reside na informação, levada aos autos pelo Ministério Público, de que o parlamentar teria assumido e estaria exercendo função pública incompatível com as medidas cautelares anteriormente impostas. A conduta, em tese, configura descumprimento direto de ordem judicial.

 

O juiz foi enfático ao destacar que o ordenamento jurídico autoriza, em situações dessa natureza, o endurecimento das medidas, podendo chegar, em último caso, à decretação da prisão preventiva. A fundamentação se apoia no artigo 282, §4º, e no artigo 312 do Código de Processo Penal, que preveem a custódia cautelar diante do descumprimento injustificado das obrigações impostas.

Além disso, a decisão ressalta que o histórico do réu — incluindo condenações anteriores no âmbito eleitoral e em órgãos de controle — reforça a necessidade de vigilância mais rigorosa por parte do Judiciário, especialmente quando há indícios de afronta à autoridade das decisões judiciais.

 

Como desdobramento imediato, foi determinado o envio de ofício à Prefeitura de Cabedelo para confirmar se o investigado ocupa atualmente cargo público, o que poderá embasar eventual pedido de agravamento das medidas cautelares já em vigor.

O caso segue em tramitação e deve ganhar novos contornos nos próximos dias, a depender das informações oficiais a serem prestadas pela administração municipal e da manifestação do Ministério Público. Enquanto isso, cresce a possibilidade de um desfecho mais gravoso para o parlamentar, caso se confirme o descumprimento deliberado das determinações judiciais.

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