A Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS-JP), por meio da Gerência de Vigilância Ambiental (GVAM), chama atenção da população para os cuidados que devem ser tomados com os caramujos africanos (Achatina fulica), que surgem e se proliferam principalmente durante o período chuvoso e nos meses mais quentes do ano. Por ser hospedeiro de vermes transmissores de doenças graves, como a meningite, ele exige cuidados redobrados.

Como são animais de hábitos noturnos, os caramujos tornam-se mais ativos à noite ou logo após as chuvas, saindo para se alimentar e se reproduzir. Em João Pessoa, o aumento das chuvas e a umidade criam o ambiente ideal para que eles saiam de seus abrigos, a exemplo de entulhos, montes de folhas e terrenos baldios, invadindo quintais e jardins.
“Caso os caramujos africanos sejam identificados, a população deve adotar o seguinte protocolo: evitar a manipulação direta, utilizando obrigatoriamente luvas descartáveis ou sacos plásticos. Recolha os animais e submerja-os em um recipiente com água e sabão em pó, detergente ou água sanitária. Após 24 horas, é necessário tirá-los da solução e acondicioná-los em sacos plásticos fechados realizando o descarte no lixo comum”, alertou Juliana Trigo, gerente de Vigilância Ambiental de João Pessoa.
“Nunca utilize sal para matá-los e evite qualquer contato direto sem proteção adequada. O sal não elimina os ovos do animal, contamina o solo e pode causar danos ambientais. Logo, mantenha sempre a limpeza do seu quintal. Remova entulhos, telhas, madeiras e lixo acumulado onde eles costumam se abrigar durante o dia”, complementou a gerente.
Doenças causadas pelo caramujo – As duas principais patologias associadas ao caramujo africano são a meningite eosinofílica, na qual o parasita migra para o sistema nervoso central provocando cefaleia severa, rigidez na nuca e febre; e a Angiostrongilíase Abdominal, onde o verme se aloja nos vasos sanguíneos do intestino, podendo causar dores abdominais intensas, vômitos e quadros graves de perfuração ou obstrução intestinal.
De acordo com a Vigilância Ambiental, em caso de contato sem o devido cuidado com o caramujo africano, o cidadão deve procurar imediatamente uma unidade de saúde da família (USF) ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) comunicando o ocorrido. Nesses locais, conforme o relato do contato com o animal, os profissionais tomam os procedimentos corretos e necessários para preservação da saúde do usuário.
Contatos da Vigilância Ambiental – Neste período do ano, a GVAM recebe muitas ligações da população e fornece as informações e orientações para o recolhimento e manuseio dos caramujos. Caso o cidadão tenha alguma dúvida como manusear o caramujo, deve entrar em contato com a gerência pelos telefones: (83) 3213-7781 e (83) 3213-7782, que funcionam nos dias úteis, das 8h às 14h.
Felipe Silveira
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