O candidato ao Senado André Gadelha (MDB) elevou o tom ao comentar a sequência de mudanças de apoio registrada na reta final da campanha na Paraíba. Em entrevista ao programa Senso Crítico, da FGTV, Gadelha demonstrou insatisfação com a migração de prefeitos e lideranças para a candidatura de Nabor Wanderley (Republicanos) e questionou a influência do dinheiro nas articulações políticas.
As declarações acontecem em meio a uma série de movimentações favoráveis a Nabor em diferentes regiões do estado. Nos últimos dias, mudanças de posição foram registradas em municípios como Piancó, Cruz do Espírito Santo, Bayeux e Alagoinha.
Gadelha fala em angústia com cenário político
Durante a entrevista, André Gadelha foi questionado sobre uma publicação feita anteriormente nas redes sociais em que mencionou “malas do Banco Master” circulando pela Paraíba.
O candidato afirmou estar angustiado com o cenário político e disse que as sucessivas mudanças de apoio às vésperas da eleição precisam ser discutidas publicamente.
Gadelha afirmou defender uma política baseada no contato direto com o eleitor e criticou o que considera uma transformação das relações políticas pela influência do dinheiro.
As declarações são uma avaliação política feita pelo candidato. Até o momento, não foram apresentadas provas públicas de que as mudanças de apoio mencionadas por ele tenham ocorrido mediante pagamento ou qualquer vantagem financeira.
Novas adesões fortalecem Nabor
A reação acontece após Nabor Wanderley ampliar sua base de apoio na disputa pelas duas vagas da Paraíba no Senado.
Um dos movimentos de maior repercussão aconteceu em Campina Grande. A vereadora Ivonete Ludgério (PSD) renunciou à primeira suplência da chapa de André Gadelha e, ao lado do marido, Manoel Ludgério (PV), anunciou apoio a Nabor.
A mudança levou o MDB à Justiça Eleitoral. O partido questionou a renúncia e pediu ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que reveja a situação ou permita que André continue na disputa com apenas um suplente.
Outras movimentações foram registradas em diferentes municípios. O prefeito Jackson Alvino (PP), de Santa Rita, passou a apoiar Nabor, enquanto lideranças de outras regiões também anunciaram adesão ao candidato do Republicanos.
Disputa pelo Senado esquenta
As mudanças de apoio passaram a ocupar espaço central na campanha para o Senado. O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), chegou a afirmar que novas adesões poderiam ocorrer antes do primeiro turno.
André Gadelha, por sua vez, passou a reagir publicamente às movimentações. Em declarações recentes, o candidato também comentou o rompimento com Ivonete Ludgério e afirmou ter sido surpreendido pela decisão da então suplente.
A disputa acontece em um cenário no qual as candidaturas buscam consolidar bases municipais e ampliar apoios nos últimos dias antes da votação de 4 de outubro.
André defende debate sobre propostas
Na entrevista, Gadelha afirmou ainda que temas como geração de emprego, ampliação do ensino superior, saúde e infraestrutura deveriam ocupar o centro da campanha.
Para o candidato, a sucessão de mudanças de posição política acaba desviando o debate eleitoral das propostas apresentadas à população.
Com a proximidade do primeiro turno, as movimentações envolvendo Nabor, André Gadelha, Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e os demais candidatos aumentam a temperatura da disputa pelas duas cadeiras da Paraíba no Senado.
RESUMO DA NOTÍCIA
André Gadelha reagiu à sequência de lideranças que passaram a apoiar Nabor Wanderley na reta final da campanha ao Senado. O candidato do MDB criticou o que considera influência do dinheiro nas articulações políticas, mas não apresentou provas de pagamento ou vantagens em troca das mudanças de apoio.
FIQUE POR DENTRO
Entre as mudanças recentes está a saída de Ivonete Ludgério da primeira suplência de André Gadelha. Ela anunciou apoio a Nabor, e o MDB levou a questão ao TRE-PB.
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A disputa pelas duas vagas da Paraíba no Senado entra na última semana de campanha marcada por mudanças de alianças, novas adesões municipais e troca de críticas entre os candidatos.































