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Alcolumbre reage e Senado enfrenta STF após decisão que restringe pedidos de impeachment

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, fez um dos discursos mais duros de sua gestão nesta quarta-feira (3), ao criticar a decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu trechos da Lei do Impeachment e restringiu a possibilidade de qualquer cidadão apresentar denúncia contra ministros da Corte. Pela interpretação do ministro, apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) teria essa prerrogativa.

Para Alcolumbre, a decisão confronta diretamente o que está previsto na Lei 1.079/1950, que garante o direito de qualquer pessoa acionar o Senado em casos de crime de responsabilidade.

“Eventuais abusos não podem anular um comando legal que vigora há décadas, muito menos por decisão judicial. Apenas o Congresso pode alterar essa lei”, afirmou o presidente do Senado.

Segundo ele, suspender a prerrogativa popular representa grave ofensa ao princípio da separação dos Poderes.


STF vai analisar decisão, mas Senado promete reação

Gilmar Mendes argumenta que a Constituição de 1988 não recepcionou partes da lei de 1950 e que somente a PGR pode propor o impeachment de ministros. A liminar ainda será submetida ao Plenário do Supremo.

Alcolumbre, porém, foi categórico ao dizer que o Senado não aceitará o que considera uma interferência indevida:

“Não me falta coragem para defender as prerrogativas do Senado. Quem tentar usurpar o que pertence a esta Casa encontrará resistência.”

Ele anunciou que convocará uma reunião de líderes para avaliar um novo marco legal dos crimes de responsabilidade e um projeto que limita decisões monocráticas do STF.


Senadores reagem em bloco

A fala de Alcolumbre recebeu apoio imediato de ao menos 20 senadores, que se revezaram no microfone para criticar a liminar de Gilmar Mendes e defender a autonomia do Parlamento.

Eduardo Braga (MDB–AM)

Classificou a decisão como uma ruptura do equilíbrio constitucional:
“Estão rasgando o sistema de pesos e contrapesos.”

Rogério Marinho (PL–RN)

Apontou invasão de prerrogativas e disse que o STF precisa de limites:
“Alguns parecem mais iguais que outros.”

Omar Aziz (PSD–AM)

Afirmou que o Senado é o único órgão capaz de fiscalizar o STF:
“O respeito ao Senado começa aqui dentro.”

Sergio Moro (União–PR)

Fez uma das críticas mais contundentes:
“Precisamos ter de volta 11 ministros, não 11 imperadores.”

Alan Rick (Republicanos–AC)

Alertou para o desequilíbrio institucional:
“Nenhuma instituição pode ser imune à fiscalização.”

Damares Alves (Republicanos–DF)

Cobrou reação firme da Casa:
“O povo está dizendo que estão debochando do Senado.”

Flávio Bolsonaro (PL–RJ)

Falou em ativismo judicial e lawfare institucional:
“Agora o alvo não é mais um CPF — é um Poder da República.”

Plínio Valério (PSDB–AM)

Disse que o Senado prega paz enquanto é atacado:
“Se não ouvirmos o povo, a instabilidade cresce.”

Tereza Cristina (PP–MS)

Pediu resposta firme, porém serena:
“Talvez seja hora de o STF voltar à sua missão e interferir menos na política.”

Otto Alencar (PSD–BA)

Chamou a decisão de “blindagem” irregular:
“Atropelaram a lei e ignoraram o Senado.”


RESUMO DA NOTÍCIA:

  • Gilmar Mendes limita pedidos de impeachment contra ministros do STF;

  • Davi Alcolumbre reage e diz que decisão fere separação dos Poderes;

  • Senado organizará reação institucional e pode votar novo marco legal;

  • Mais de 20 senadores criticam a liminar e defendem prerrogativas da Casa;

  • Parlamentares acusam STF de ativismo e excessos;

  • Tema deve se tornar um dos maiores embates institucionais de 2025–2026.


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