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Mersinho denuncia “calote” no Tá na Mesa, cita desvio de R$ 10 milhões e alerta para risco de suspensão do programa

O deputado federal Mersinho Lucena (PP) fez duras críticas nesta terça-feira (20) às denúncias envolvendo supostos desvios de recursos no programa social Tá na Mesa e afirmou que o escândalo pode comprometer a continuidade da iniciativa que atende milhares de famílias em situação de vulnerabilidade na Paraíba.

Durante entrevista à imprensa da Paraíba, Mersinho classificou a situação como “grave” e afirmou que os prejuízos provocados pelas irregularidades investigadas podem atingir diretamente cerca de 50 mil paraibanos que dependem diariamente do programa de alimentação popular.

“O risco é 50 mil paraibanos ficarem sem alimentação por conta desse calote e desses desvios denunciados”, declarou o parlamentar.

A fala ocorre após o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) denunciar um suposto esquema de desvio de mais de R$ 10,3 milhões dentro do programa Prato Cheio, ligado ao Hospital Padre Zé e executado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Humano da Paraíba.

Segundo o Ministério Público da Paraíba, o esquema investigado teria ocorrido entre 2021 e 2023 e envolvido contratos para distribuição de refeições em cidades como João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Pombal e Cajazeiras.

As investigações apontam que o programa previa a entrega de cerca de 4 mil refeições diárias apenas em João Pessoa, mas aproximadamente 1.570 teriam sido efetivamente distribuídas, mesmo com o pagamento integral dos convênios.

Entre os denunciados pelo Gaeco estão os ex-secretários estaduais Tibério Limeira (PSB) e Pollyanna Werton (PP), além do padre Egídio de Carvalho, ex-diretores do Hospital Padre Zé, servidores públicos e empresários ligados ao fornecimento das refeições.

Nos bastidores políticos, o caso passou a ser tratado como um dos temas mais delicados para o grupo governista às vésperas das eleições de 2026, principalmente pelo impacto social do programa e pela repercussão das denúncias envolvendo recursos destinados à alimentação de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Mersinho também afirmou que a população precisa de respostas rápidas das autoridades e defendeu rigor nas investigações para identificar os responsáveis pelos supostos desvios.

As denúncias apresentadas pelo Ministério Público ainda serão analisadas pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba, responsável por decidir se as ações serão recebidas ou arquivadas.

RESUMO DA NOTÍCIA:

• Mersinho Lucena (PP) denunciou suposto “calote” no programa Tá na Mesa;
• Deputado citou investigação sobre desvio de R$ 10,3 milhões;
• Parlamentar alertou para risco de 50 mil pessoas ficarem sem alimentação;
• Gaeco investiga contratos ligados ao programa Prato Cheio;
• Ex-secretários e empresários estão entre os denunciados;
• Caso amplia tensão política na Paraíba às vésperas de 2026.

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