A instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Cagepa na Câmara Municipal de João Pessoa abriu um novo embate entre vereadores da base governista e da oposição na capital paraibana.
Enquanto parlamentares da oposição defendem a investigação como necessária diante das constantes denúncias envolvendo falta d’água, falhas operacionais e críticas à gestão da companhia, aliados do Governo do Estado classificam a movimentação como tentativa de politização do tema.
O líder da oposição na Câmara, Milanez Neto (MDB), afirmou que a CPI é importante para esclarecer problemas enfrentados pela população e cobrar respostas da Cagepa sobre o sistema de abastecimento em João Pessoa e na Região Metropolitana.
Segundo o parlamentar, a crise recente provocada pela paralisação da Estação Elevatória de Gramame evidenciou fragilidades na estrutura da companhia e deixou milhares de famílias sem abastecimento por vários dias.
Já vereadores ligados à situação argumentam que o debate precisa ocorrer sem viés eleitoral e defendem que a Cagepa vem realizando investimentos importantes na ampliação do sistema de abastecimento e saneamento da Paraíba.
Nos bastidores, integrantes da base governista avaliam que a CPI pode acabar sendo usada como instrumento político em meio às articulações para as eleições de 2026, principalmente diante das críticas da oposição à parceria público-privada firmada pela companhia com a empresa espanhola Acciona.
O vereador Raoni Mendes (DC), apesar de integrar campo político diferente de Milanez, também defendeu mais transparência sobre o funcionamento da companhia e afirmou que a Assembleia Legislativa da Paraíba tem sido “omissa” em relação aos problemas envolvendo a Cagepa.
A proposta de CPI ganhou força após sucessivas reclamações de moradores da capital relacionadas à interrupção no abastecimento, aumento de cobranças e demora em serviços operacionais da estatal.
Além da crise hídrica recente, parlamentares também querem esclarecimentos sobre investimentos realizados pela companhia, contratos administrativos e medidas preventivas adotadas para evitar novos colapsos no sistema de abastecimento.
Do outro lado, aliados do Governo do Estado argumentam que a Cagepa tem enfrentado eventos climáticos extremos e afirmam que a empresa respondeu rapidamente aos problemas provocados pelas fortes chuvas que atingiram a Grande João Pessoa.
O presidente da Cagepa, Marcos Vinícius, já negou irregularidades na gestão da companhia e afirmou que ataques políticos tentam criar uma narrativa de desgaste contra a estatal em meio ao debate sobre a PPP do saneamento.
Nos corredores da política, a CPI da Cagepa passou a ser tratada como mais um foco de tensão entre oposição e base governista dentro da Câmara de João Pessoa, ampliando o clima de disputa política às vésperas das articulações eleitorais de 2026.
RESUMO DA NOTÍCIA:
- CPI da Cagepa abriu novo embate político na Câmara de João Pessoa;
- Oposição defende investigação sobre falhas no abastecimento;
- Base governista acusa politização do debate;
- Milanez Neto (MDB) cobra esclarecimentos da companhia;
- Raoni Mendes (DC) criticou suposta omissão da ALPB;
- Crise hídrica e PPP do saneamento ampliaram tensão política.
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