SEGURANÇA PÚBLICA
Relator da PEC da Segurança Pública decide manter texto aprovado pela Câmara para acelerar votação no Senado

SEGURANÇA PÚBLICARelator da PEC da Segurança Pública decide manter texto aprovado pela Câmara para acelerar votação no Senado

O relator da PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), decidiu apresentar parecer favorável ao texto exatamente como foi aprovado pela Câmara dos Deputados. A estratégia é acelerar a tramitação da proposta e evitar que a matéria precise retornar para uma nova análise dos deputados.

A decisão foi anunciada nesta terça-feira (25). Segundo Rogério Carvalho, manter o texto aprovado pela Câmara permitirá que as mudanças previstas na área da segurança pública possam entrar em vigor mais rapidamente, caso a PEC conclua sua tramitação no Congresso Nacional.

“Agilizar a tramitação da matéria e permitir que a reforma da segurança pública comece a valer o quanto antes para a população brasileira”, justificou o senador.

Relator quer evitar retorno da PEC à Câmara

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, qualquer alteração feita pelo Senado nos pontos centrais do texto obrigaria uma nova análise pela Câmara. Ao manter a versão recebida dos deputados, Rogério Carvalho busca encurtar o caminho para a conclusão da votação.

O senador argumenta ainda que a proposta já passou por um amplo processo de discussão envolvendo governadores, secretários de Segurança Pública, forças policiais e representantes da sociedade civil.

Para o relator, promover novas alterações neste momento poderia atrasar medidas consideradas necessárias para o enfrentamento ao crime organizado.

Alterar a proposta agora significaria “adiar respostas urgentes que a sociedade brasileira espera no enfrentamento à criminalidade organizada”, afirmou Rogério Carvalho.

PEC prevê integração das forças de segurança

A PEC 18/2025 promove mudanças constitucionais na estrutura da segurança pública brasileira. Entre os objetivos está ampliar a integração entre União, estados e municípios e melhorar a atuação conjunta dos diferentes órgãos responsáveis pelo setor.

O texto também prevê novos recursos para a segurança pública e para o sistema penitenciário, além de estabelecer mecanismos para fortalecer a atuação integrada das polícias.

Outro ponto destacado pelo relator é o endurecimento das regras para líderes e integrantes de organizações criminosas de alta periculosidade, como facções, milícias e grupos paramilitares. A proposta prevê o cumprimento de penas em presídios de segurança máxima, com regras diferenciadas conforme a posição ocupada na estrutura criminosa.

Confisco de patrimônio do crime organizado

A proposta também estabelece mecanismos para ampliar o confisco de dinheiro, imóveis e outros bens relacionados às atividades criminosas. A intenção é atingir diretamente a estrutura financeira das organizações criminosas.

Além disso, a PEC inclui medidas relacionadas à proteção de mulheres, crianças e adolescentes e estabelece novas regras para a cooperação entre os órgãos de segurança pública.

Próximo passo será votação na CCJ

O parecer de Rogério Carvalho deverá ser submetido à votação da Comissão de Constituição e Justiça do Senado nos próximos dias. Se aprovado, o texto seguirá para análise do Plenário.

A PEC da Segurança Pública chegou à CCJ do Senado juntamente com outra proposta que ganhou destaque no Congresso, a PEC do fim da escala 6×1. O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), designou Rogério Carvalho para a relatoria da Segurança Pública, enquanto Omar Aziz (PSD-AM) ficou responsável pela proposta relacionada à jornada de trabalho.

Com a decisão de manter integralmente o texto aprovado pelos deputados, a PEC da Segurança Pública poderá avançar no Senado sem a necessidade de uma nova votação na Câmara, caso seja aprovada sem modificações.

RESUMO DA NOTÍCIA

O senador Rogério Carvalho (PT-SE), relator da PEC da Segurança Pública na CCJ do Senado, decidiu manter o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. A medida busca acelerar a tramitação e evitar que a proposta tenha de retornar à Câmara. A PEC prevê maior integração entre as forças de segurança, novos recursos para o setor, medidas contra o crime organizado e mecanismos para atingir o patrimônio de organizações criminosas.

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