TENSÃO NO STF
Efraim endurece discurso contra Moraes, defende impeachment e diz que STF deve ser “técnico, não político”

TENSÃO NO STFEfraim endurece discurso contra Moraes, defende impeachment e diz que STF deve ser “técnico, não político”

O senador e candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (PL), elevou o tom das críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e voltou a defender o impeachment do magistrado. A declaração foi dada durante passagem por Caturité, no Cariri paraibano, onde o parlamentar recebeu o título de Cidadão Caturiteense.

Em entrevista ao programa Parlamento em Destaque, Efraim afirmou que o Supremo deve exercer uma função predominantemente técnica e não política. O candidato também ressaltou ter sido o único senador paraibano a assinar o pedido de impeachment contra Moraes.

Impeachment de Moraes

Efraim também citou sua participação em requerimento de investigação relacionado à CPMI do Banco Master e associou sua posição ao debate sobre os limites de atuação entre os Poderes.

“Sou o único senador paraibano a ter assinado o impeachment de Alexandre de Moraes, a ter assinado o requerimento de investigação na CPMI do Banco Master. Eu acho que há relações aqui que não podem ser admitidas, nas relações dos poderes. É o Supremo Tribunal Federal para ser um órgão técnico, não para ser um órgão político”, afirmou Efraim.

O senador sustentou ainda que sua posição não estaria vinculada apenas ao embate político entre direita e esquerda. Segundo ele, eventuais irregularidades precisam ser investigadas independentemente do campo ideológico dos envolvidos.

“Não é mais uma questão de esquerda, de direita ou de centro. O que está errado é para ser corrigido. Então, para fazer o certo, eu assinei o impeachment de Alexandre de Moraes”, declarou.

Crise no Supremo

As declarações acontecem em meio à crise institucional aberta no Supremo após a divulgação de informações relacionadas às investigações do Banco Master e às mensagens envolvendo Daniel Vorcaro. O episódio também colocou Alexandre de Moraes e André Mendonça em lados opostos dentro da Corte.

Na sexta-feira (4), o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que documentos encaminhados por Moraes fossem retirados do inquérito das fake news e incluídos em um procedimento específico aberto para analisar supostas irregularidades na condução de investigações da Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República terá prazo para se manifestar e, posteriormente, André Mendonça poderá apresentar suas considerações. Fachin ressaltou que as providências ainda não representam uma conclusão sobre as acusações.

Discurso mais duro

A manifestação em Caturité reforça uma linha crítica que Efraim já vinha adotando contra decisões de Moraes. Em agosto, o senador classificou como “temerosa” para a liberdade de imprensa uma atuação do ministro relacionada a uma investigação envolvendo a identificação de fonte jornalística.

Agora, em plena campanha pelo Governo da Paraíba, Efraim amplia o discurso ao defender abertamente o impeachment e questionar o que considera uma atuação política do Supremo.

RESUMO DA NOTÍCIA

Efraim Filho voltou a defender o impeachment de Alexandre de Moraes e afirmou que o STF deve funcionar como um órgão “técnico, não político”. O senador e candidato ao Governo da Paraíba também destacou ter assinado requerimento de investigação relacionado à CPMI do Banco Master. As declarações acontecem em meio à crise envolvendo Moraes, André Mendonça e os desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master.

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