PRESSÃO
Ministra cobra Motta por votação do PL da Misoginia, aponta incoerência e avisa: “Vou mandar WhatsApp para ele”

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, aumentou a pressão sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o projeto que criminaliza a misoginia seja finalmente levado ao plenário da Casa.

Em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da Rádio Líder 100.5 FM, nesta terça-feira (15), a ministra revelou que já tratou pessoalmente do assunto com Hugo Motta e afirmou que pretende fazer uma nova cobrança diretamente pelo WhatsApp.

“Já conversei e tenho reiterado com o presidente Hugo Motta. Ele assume sempre esse compromisso, e a dificuldade está exatamente nessa relação com as bancadas”, afirmou Márcia Lopes.

PROJETO ESTÁ PRONTO PARA O PLENÁRIO

O debate gira em torno do PL 896/2023, que trata da criminalização da misoginia. A proposta já passou pelo Senado e, na Câmara, teve o regime de urgência aprovado em julho por 293 votos favoráveis, 158 contrários e três abstenções.

Com a urgência, o projeto pode ser analisado diretamente pelo plenário.

A votação do mérito, entretanto, acabou adiada diante da falta de consenso entre os líderes partidários. Hugo Motta já afirmou que considera o combate à misoginia uma prioridade, mas condiciona a votação à construção de um entendimento entre as bancadas.

MINISTRA APONTA “INCOERÊNCIA”

Márcia Lopes também fez uma crítica aos setores que se apresentam como defensores da vida, mas, segundo ela, resistem ao avanço da proposta.

“Não é possível fazer a defesa da vida das mulheres e não conseguir desencadear um processo para aprovar essa lei”, declarou.

A ministra defendeu ainda que o debate não seja empurrado para depois das eleições.

“Não precisa esperar a eleição. É urgente isso acontecer”, cobrou.

COBRANÇA PELO WHATSAPP

Durante a entrevista, Márcia Lopes deixou claro que pretende continuar pressionando Hugo Motta.

A ministra afirmou que voltará a procurar o presidente da Câmara e revelou que pretende utilizar até mesmo o contato direto pelo WhatsApp para reforçar a cobrança pela votação.

A declaração coloca o paraibano Hugo Motta novamente no centro de uma discussão nacional que envolve o governo federal, lideranças partidárias, setores religiosos e movimentos de defesa dos direitos das mulheres.

O presidente da Câmara já declarou publicamente que a Casa tem compromisso com o enfrentamento à violência contra as mulheres. O impasse está na redação final do projeto e na resistência de algumas bancadas, que levantam preocupações sobre possíveis impactos do texto sobre as liberdades religiosa, de expressão e de imprensa.

RESUMO DA NOTÍCIA

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, cobrou diretamente o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pela votação do projeto que criminaliza a misoginia. Ela afirmou que já conversou com Motta sobre o assunto, criticou a resistência à proposta e revelou que fará uma nova cobrança pelo WhatsApp. O projeto está em regime de urgência, mas ainda não foi votado no mérito por falta de consenso entre as bancadas.

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A Câmara aprovou o regime de urgência do PL 896/2023 em julho. Desde então, Hugo Motta afirma que busca construir um texto capaz de reunir consenso entre as bancadas antes de levar a proposta para votação no plenário.

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